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Olympus: Como projetar um empreendimento multissetorial com eficiência récnica e integração real

Projetar um empreendimento é, muitas vezes, encontrar equilíbrio entre desejos ambiciosos e exigências técnicas.
Agora, imagine fazer isso em duas torres com mais de 63 mil m², integrando:

Um hotel completo
Um edifício corporativo com salas modulares e clínicas
Um residencial com lazer elevado
Um boulevard público
Galerias comerciais
Estacionamento com 7 pavimentos e rotatividade

Esse é o Olympus, empreendimento do segmento Mythos da construtora SF, desenvolvido pela Projetse.

Neste artigo, mostramos os bastidores técnicos que tornaram esse gigante possível — e como a especialidade da Projetse em compatibilização, normas técnicas e uso misto foi essencial para transformar conceito em realidade.

1. Arquitetura com propósito: quando cada escolha tem impacto técnico

O conceito do Olympus nasceu com base em um desafio: criar um projeto multifuncional com harmonia estética e viabilidade técnica.
A Projetse foi responsável por toda a concepção arquitetônica — definindo:

Volumetria das torres e relação entre usos
Distribuição de acessos por ruas distintas
Layouts flexíveis para salas corporativas e áreas comuns
Integração do hotel à torre Corporate e ao boulevard
Otimização de áreas técnicas, convivência e rooftop

Mais do que um edifício bonito, o Olympus foi projetado para funcionar com fluidez entre diferentes públicos: moradores, hóspedes, profissionais e visitantes.

 

2. Um empreendimento, múltiplos usos — e normas distintas

Ao integrar usos tão diferentes como hotelaria, residências, clínicas corporativas e mall, o projeto exigiu o domínio de normativas específicas para cada setor:

PPCI com múltiplas rotas de fuga e compartimentações distintas, considerando a carga de ocupação em cada uso
Circulação vertical complexa, com elevadores sociais, de serviço, enclausuramento, escadas técnicas e fluxos exclusivos
Acessos independentes por ruas diferentes, garantindo autonomia entre Residence, Corporate e Hotel
Vagas rotativas e setorizadas, compatíveis com cada torre, além de fluxo interno de veículos inteligente

Sem planejamento técnico desde o início, esse nível de complexidade geraria conflitos insolúveis na etapa executiva.

 

3. Circulação, tráfego e acessibilidade em escala real

A Projetse precisou modelar em BIM e simular:

O fluxo de usuários de hotel, clínicas, empresas e moradores simultaneamente
O dimensionamento de elevadores e escadas conforme demanda horária e uso (ex.: pico de check-in do hotel x pico comercial)
A acessibilidade universal desde o térreo até o rooftop

Erro comum em empreendimentos desse tipo: subdimensionar escadas de emergência e elevadores, ou não prever enclausuramento em rotas mistas.
No Olympus, isso foi evitado com uma concepção técnica integrada desde o anteprojeto.

 

4. Compatibilização real entre estrutura, arquitetura e complementares

A arquitetura ousada do Olympus exigia lajes com vãos distintos, uso misto por pavimento, mezaninos e integração entre edifícios.
A Projetse atuou com:

Compatibilização em BIM de todas as disciplinas (estrutura, hidro, elétrica, lógica, PPCI e arquitetura)
Soluções estruturais mistas para vencer vãos com lajes planas protendidas e vigas invertidas
Otimização de áreas técnicas e shafts, ganhando espaço útil para os usuários
Integração entre o térreo comercial (Boulevard), o hotel e as torres, respeitando todas as exigências legais e operacionais

 

5. Boulevard e Rooftop: espaços de respiro que exigem rigor técnico

No Olympus, o Boulevard e o Garden no 25º pavimento não são apenas espaços estéticos — eles impactam diretamente em estrutura, impermeabilização, cargas, acessos, segurança e evacuação.

O Boulevard conecta o público externo ao empreendimento — exigiu estudos de fluxo urbano e acessibilidade pública
O Garden exigiu cálculo de carga adicional, sistema de drenagem específico e compatibilização com sistemas de climatização técnica

 

6. Estacionamento inteligente: 7 pavimentos para 3 públicos distintos

Vagas rotativas, corporativas e residenciais compartilham o mesmo edifício, mas têm acessos e fluxos distintos
A Projetse estruturou rampas, ventilação mecânica, compartimentações de incêndio e sinalização de tráfego em planta

Resultado: um sistema seguro, eficiente e escalável — pronto para atender ao alto giro de um empreendimento híbrido.

7. Integração urbana: vias de desaceleração para absorver o novo fluxo

Um empreendimento com a escala do Olympus não impacta apenas seus usuários diretos — ele transforma o entorno urbano.
Sabendo disso, a Projetse atuou desde as fases iniciais no estudo do impacto viário da operação do complexo.

Foram projetadas vias de desaceleração e recuo, principalmente nas ruas Marechal Cândido Rondon e Rio Grande do Sul, com os seguintes objetivos:

Facilitar o acesso ao hotel, estacionamento rotativo e torres
Reduzir o impacto do aumento de tráfego na malha urbana existente
Garantir segurança de entrada e saída de veículos, inclusive em horários de pico
Evitar retenções que comprometessem o fluxo principal da região

Essa solução exigiu diálogo técnico com a prefeitura, estudo de raio de giro, recuos e mobilidade urbana, garantindo que o Olympus não apenas se encaixasse no bairro — mas melhorasse a fluidez e a funcionalidade urbana ao seu redor.

 

Olympus é mais do que um projeto — é um marco técnico

Projetos como o Olympus exigem uma atuação muito além do desenho: demandam estratégia, domínio normativo, compatibilização técnica em tempo real e decisão baseada em obra.

 

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