Projetar um empreendimento é, muitas vezes, encontrar equilíbrio entre desejos ambiciosos e exigências técnicas.
Agora, imagine fazer isso em duas torres com mais de 63 mil m², integrando:
Esse é o Olympus, empreendimento do segmento Mythos da construtora SF, desenvolvido pela Projetse.
Neste artigo, mostramos os bastidores técnicos que tornaram esse gigante possível — e como a especialidade da Projetse em compatibilização, normas técnicas e uso misto foi essencial para transformar conceito em realidade.
1. Arquitetura com propósito: quando cada escolha tem impacto técnico
O conceito do Olympus nasceu com base em um desafio: criar um projeto multifuncional com harmonia estética e viabilidade técnica.
A Projetse foi responsável por toda a concepção arquitetônica — definindo:
Mais do que um edifício bonito, o Olympus foi projetado para funcionar com fluidez entre diferentes públicos: moradores, hóspedes, profissionais e visitantes.
2. Um empreendimento, múltiplos usos — e normas distintas
Ao integrar usos tão diferentes como hotelaria, residências, clínicas corporativas e mall, o projeto exigiu o domínio de normativas específicas para cada setor:
Sem planejamento técnico desde o início, esse nível de complexidade geraria conflitos insolúveis na etapa executiva.
3. Circulação, tráfego e acessibilidade em escala real
A Projetse precisou modelar em BIM e simular:
Erro comum em empreendimentos desse tipo: subdimensionar escadas de emergência e elevadores, ou não prever enclausuramento em rotas mistas.
No Olympus, isso foi evitado com uma concepção técnica integrada desde o anteprojeto.
4. Compatibilização real entre estrutura, arquitetura e complementares
A arquitetura ousada do Olympus exigia lajes com vãos distintos, uso misto por pavimento, mezaninos e integração entre edifícios.
A Projetse atuou com:
5. Boulevard e Rooftop: espaços de respiro que exigem rigor técnico
No Olympus, o Boulevard e o Garden no 25º pavimento não são apenas espaços estéticos — eles impactam diretamente em estrutura, impermeabilização, cargas, acessos, segurança e evacuação.
6. Estacionamento inteligente: 7 pavimentos para 3 públicos distintos
Resultado: um sistema seguro, eficiente e escalável — pronto para atender ao alto giro de um empreendimento híbrido.
7. Integração urbana: vias de desaceleração para absorver o novo fluxo
Um empreendimento com a escala do Olympus não impacta apenas seus usuários diretos — ele transforma o entorno urbano.
Sabendo disso, a Projetse atuou desde as fases iniciais no estudo do impacto viário da operação do complexo.
Foram projetadas vias de desaceleração e recuo, principalmente nas ruas Marechal Cândido Rondon e Rio Grande do Sul, com os seguintes objetivos:
Essa solução exigiu diálogo técnico com a prefeitura, estudo de raio de giro, recuos e mobilidade urbana, garantindo que o Olympus não apenas se encaixasse no bairro — mas melhorasse a fluidez e a funcionalidade urbana ao seu redor.
Olympus é mais do que um projeto — é um marco técnico
Projetos como o Olympus exigem uma atuação muito além do desenho: demandam estratégia, domínio normativo, compatibilização técnica em tempo real e decisão baseada em obra.
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